Páginas

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Malabarismo cultural



Este texto é um convite à reflexão a quem pretende superar a mediocridade reinante; mas quem não o pretende pode ler, é claro – mal não fará.

***

Segunda-feira, 11 de janeiro de 2016; entro no Facebook e vejo a ala (digamos) pra-frentex da – vá lá – direita maldizendo o Rodrigo Gurgel (com muitas indiretas, é claro). Vou atrás de saber o motivo. Estarreço-me: o mestre disse que não conhecia o finado do dia, David Bowie. Pronto, a tchurma que acha possível restaurar a alta cultura sem largar de mão a baixa cultura já saiu rasgando as calçolas. Com todo respeito à alma do sujeito (que Deus o tenha), que grande demérito pode haver em não ter conhecimento sobre um artista “pop”? (Ou: "Um travesti que ficou famoso nos anos 80", como bem classificou Hermano Zanotta.)

Não é a primeira vez que vejo choro e ranger de dentes ante a exposição do óbvio: a cultura pop deve ser superada por quem se pretende homem de estudos. E isso não é uma determinação arbitrária, fetichista; é uma simples constatação. Não estou dizendo que não se possa ter gostos e hábitos aquém da estrita alta cultura; mas quem se diz estudioso, fiel à busca da Verdade, deve ao menos – no mínimo! – desejar chegar a um estado em que não se interessará por nada além daquilo que interessa de fato. O problema é o sujeito querer superar a mediocridade, mas não mover-se no sentido de desapegar-se de manifestações culturais medíocres, às quais se deixou amarrar pela corda da afeição pueril (pintada com tintas de intelectualidade).

Será tão difícil assim se desapegar dos símbolos do passado, da infância, da juventude? Vocês não percebem que isso faz parte do problema civilizacional dessa pocilga? Não pode ser tão custoso admitir que a porcaria da cultura pop é, afinal, uma porcaria, mesmo que gostemos de algo dela!

Todavia, além da dificuldade afetiva do apego a símbolos pregressos e incrustados, há um fator crucial nisso tudo: a vaidade. É realmente muito difícil admitir para si mesmo que boa parte daquilo de que se gosta e daquilo que se faz é intelectual e culturalmente paupérrimo. Em vez disso, é muito mais fácil e confortável fazer malabarismos para justificar mongolices de estimação. Aí o sujeito ombreia Star Wars com Ilíada, rock com música clássica, tatuagem e pichação com artes plásticas. Tudo para justificar a si mesmo seus gostos, para não sentir-se mal com estar assistindo a filme de guerrinha de naves em vez de fazer algo realmente útil e edificante. Quer saber? Assista ao filme das navezinhas, ouça seu popizinho, mas largue o malabarismo, não tente, no afã de não sentir-se inferior, ombrear tais mediocridades a artes e artistas grandiosos. Seja honesto consigo mesmo. Assim você aproveitará melhor sua distração medíocre [quase todos temos as nossas] e, quem sabe, com o tempo, abandoná-la-á. É a minha esperança para mim mesmo.

Somos bombardeados com porcaria desde tenra idade, mas é preciso superar isso tudo – ou, ao menos, desejá-lo sinceramente. Quando estou assistindo a Two And a Half Men (uma de minhas mediocridades de estimação) em vez de ler Shakespeare, sei que me estou dando a uma distração boba (por mais divertida que seja), e não fico massageando meu eguinho – "Tudo bem, tudo bem, pensando bem, esta série traz elementos do barroco húngaro e do impressionismo nigeriano... É elevado, afinal de contas...".

Ante tanta argumentação em favor da cultura pop, a impressão que resta é de que o pessoal entende a tão falada decadência cultural do Ocidente como a "queda" das preferências populares do rock para o sertanejo, de Paulo Coelho para Martha Medeiros, de Star Wars para American Pie, de The Big Bang Theory para Malhação. Ora, isso tudo é igualmente medíocre! Não há queda aí, mas escolha entre similares. Aliás, há grandes chances de as opções dos malabaristas culturais serem apenas minimamente superiores às dos demais, mas maximamente afetadas. Darei um exemplo relacionado a um sujeito que certamente é grande fã de Star Wars e David Bowie: Zeca Camargo.

Em junho de 2015, quando morreu o sertanejo Cristiano Araújo, Zeca expôs em seu blog o horror que sentira ao perceber a idolatria do povão pelo recém-finado – idolatria que, segundo o bailarino de dança do ventre e apresentador do Fantástico, só seria merecida por “verdadeiros artistas”, como... Cazuza. Pois é. Após a publicação do texto do “global”, sobreveio uma disputa nas redes sociais: de um lado, o povão e suas preferências simplórias, como o sertanejo de Cristiano Araújo; de outro, gente como Zeca Camargo, que se acha muito superior porque gosta de Cazuza e Legião Urbana.

O caso Zeca Camargo versus fãs de Cristiano Araújo bem expôs que a ​divisão cultural da sociedade brasileira, conforme suas preferências, é representada (não resumida) pelos seguintes tipos e categorias:

Novelas X Séries
A Praça é Nossa X Porta dos Fundos
Tiririca X Gregório Duvivier
Sertanejo X Rock/MPB
Jornais sensacionalistas de $1,00 X Superinteressante/Galileu
Livros de auto-ajuda X Chico Buarque
Fim-de-semana na praia X Turismo étnico na Bolívia ou mochilão na Europa
Xis Bacon a $10,00 X Thai food, 100g a R$ 200,00


Ora, minha gente, tudo aí é igualmente baixíssima cultura (exceto xis bacon); por isso, a briga é patética. É a luta da "cultura" popular contra a "cultura" classe média-alta-brasileira-com-grana-mas-sem-erudição, adepta da eco-bag, aplaudidora de pôr-do-sol, "Uiuiui, Bruno & Marrone, credo! Eu ouço Cazuza e David Bowie, sou moito culto". 

A diferença é que a turma da primeira coluna pelo menos não tem afetação, pose, arrogância de superioridade – e ainda lhe sobra bom humor e autenticidade. Voto na coluna 1 (à exceção das novelas e apesar de apreciar algumas séries) porque, se é para apreciar a mediocridade, não pode haver dúvidas na escolha entre futebol/churrascão/cervejada/Molejão VERSUS cinema alternativo/gourmet food/suco detox/Cazuza. 

De uma forma ou de outra, poucas preferências são tão abjetas quanto a do malabarismo cultural.

32 comentários:

  1. Prezado Colombo:

    Que grata surpresa ler sua coluna sobre David Bowie! Enquanto a imprensa (TV principalmente) se derramava em lágrimas sobre a morte do "gênio" eu me perguntava se, de fato, o Brasil se transformara numa Revista do Rádio com elefantíase. Tudo indica que sim. A morte de David Bowie me fez lembrar outras duas: as de Bruno Tolentino e Paulo Francis. Sobre Tolentino o que mais se falou foi que "tinha dado entrevista a VEJA falando mal de Caetano Veloso", o que é, além de falso, claramente absurdo, ao menos para quem leu a entrevista. Sobre Francis houve muito mais comentários porque ele, ao fim da vida, transformara-se "astro global". Mas ninguém, absolutamente ninguém, falou sobre os doze livros que escrevera e, menos ainda, sobre seus três romances, o último dos quais, "Carne Viva" publicado postumamente.

    Não direi que não vejo séries de televisão. Gosto de "Two and a half man", (com Charlie Sheen) e muitas vezes vi "Third Watch", "E.R" e uma série que durou pouco, violentíssima, chamada "The Shield". Outro dia tentei ver o primeiro episódio da última temporada de "Downton Abbey" mas desisti em trinta segundos: era dublado!

    Devo ser um dinossauro que escapou à "marcha da História": aos sessenta e oito anos gosto cada vez mais de Machado de Assis, de Tolstói e de Balzac.
    Um abraço do mais recente admirador.
    Gustavo Silva

    PS: e ainda uso caneta-tinteiro...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado pelo apreço e pelo comentário, Gustavo.
      Grande abraço.

      Excluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Excelente. Análise perfeita.

    ResponderExcluir
  4. Caro Colombo,
    muito bom o seu texto a respeito do tal malabarismo cultural. Eu mesmo me vi na coluna direita, há alguns anos atrás. Hoje, tendo um filho para criar e muito por estudar, fico feliz de, pelo menos na maior parte do tempo, não afetar superioridade alguma.
    E faço minhas suas palavras sobre aproveitar as mediocridades e, com o tempo, abandoná-las: "é a minha esperança para mim mesmo".
    Saudações
    Fabrício Potiguar

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Agradeço pelo prestígio, meu caro.
      Abraço.

      Excluir
  5. OK, voltando ao mundo real: para sua informação, David Bowie é famoso mundialmente desde 1969, quando a canção dele "Space Oddity" foi usada pela BBC como trilha sonora da chegada do homem á Lua.

    ResponderExcluir
  6. Portanto, Hermano Zanotta deveria estar se referindo ao próprio pai dele, o sr. Zanotta sênior, como "um travesti que ficou famoso nos anos 80". Mas, enfim: direitista de país subdesenvolvido é assim mesmo: tão ignorante que não sabe a diferença entre David Bowie e "Star Wars". Pra te ajudar, vou te dar uma dica: assista os filmes com David Bowie como ATOR. Qualquer um. E sinta a diferença entre "O Homem Que Caiu na Terra" e "Guerra nas Estrelas". É um Universo inteiro de diferença. Bowie só trabalhou em filmes CULT de cineastas eruditos. Recomendo a atuação dele como Pôncio Pilatos em "A Última Tentação de Cristo" de Roman Polanski. Ou o teatro filmado na BBC como "Baal" de Berthold Brecht. Ou em "Fome de Viver" com a lenda francesa Caterine Deneuve. Só dramas de altíssimo nível. (http://www.adorocinema.com/slideshows/filmes/slideshow-118528/) Vai elevar um bocado o seu nível cultural. Quem sabe assim você poupa a si mesmo e á malfadada direita jeca brasileira de passar tanto vexame perante o resto do mundo. (Não que a direita do Primeiro Mundo preste atenção em vocês, mas...)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Filme cult é coisa de traveco também, Ernesto putão!E A Última Tentação de Cristo é do Scorsese, não do Polanski, seu burro! E o filme é uma merda!

      Quanto a anos 80 e 70 ou 1969, to pouco me fodendo! Não quero saber de biografia de traveco pra quem você toca punhetinha cultural com o poster.

      Excluir
    2. Ah, obrigado por prestar atenção em mim, El Hermano. E por confirmar que eu estava certo quanto ao SEU nível cultural / verbal. Eu já ia fazer essa correção:


      “Quando falamos que Bowie é uma espécie de "metamorfose ambulante", uma boa maneira de exemplificar isso é se perguntando: Que outro ator poderia se sair tão bem interpretando tanto um duende nefasto quanto Pôncio Pilatos?

      No polêmico A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorcese, Bowie encarna o prefeito da província romana da Judeia que condena Jesus à morte na cruz, mesmo sabendo que Cristo é inocente. O diálogo de Pilatos com o Messias (Willem Dafoe) é um dos pontos altos do filme. "Tudo que eu estou dizendo é que a mudança virá através do amor, não através de assassinatos", diz Jesus. Intransigente, Pilatos responde: "De qualquer forma, isso é perigoso. Isso é contra Roma. Isso é contra a maneira que o mundo é. Matar, amar é a mesma coisa. Não importa como você quer mudar as coisas. Nós não queremos que elas mudem".


      http://www.adorocinema.com/slideshows/filmes/slideshow-118528/

      Excluir
    3. Caro Ernesto, de coração, deixe de ser burro. Ninguém está discutindo que é David Bowie. Aprenda a ler! O "artista" foi apenas o mote para uma discussão muito maior, sobre pessoas que se pretendem estudiosas (dedicadas aos verdadeiros e inquestionáveis clássicos da literatura, da música, das artes, enfim; mas sobretudo dedicadas à busca incansável da Verdade dos fatos) mas que se recusam a abandonar gostos e hábitos medíocres (e nisso está David Bowie e TODA a cultura popular).
      Releia a primeira frase do meu texto: é um aviso de que ele não é destinado a você, pois é evidente que você jamais largará a mediocridade reinante. Limite-se, portanto, a ler o texto (porque disso não posso impedi-lo); e vá discutir cultura inferior em ambientes "CULT" -- aqui, entre os não-cult, conscientes de suas misérias e ansiosos por entender minimamente o mínimo que é possível entender nesta vida, não há tempo nem saco para esse papo.

      Excluir
    4. Eu sei, meu caro colega Colombo Mendes. CONCORDO com você em todos os seus pontos de argumentação no que se refere á frivolidade nos parâmetros dos sujeitos que você criticou. Assino embaixo. Pau neles. Puxão de orelha neles. Eu mesmo já fui um articulista no jornal Mídia Sem Máscara, tratando exatamente do rebaixamento cultural imposto pela esquerda. Você tem toda razão. Eu apenas abri um parênteses (e posso mesmo ter me excedido na minha resposta) em relação a ESTE ícone cultural. Então, eu finalizo esta discussão infeliz lhe cumprimentando por seu texto, agradeço a você por sua paciência e compreensão e esclareço: ninguém fala uma coisa dessas sobre David Bowie impunemente. NINGUÉM. Obrigado e bom trabalho.

      Excluir
  7. Em tempo: EU RETIRO O QUE DISSE sobre o pai do sr. Hermano Zanotta. Não é do meu feitio fazer tal afirmação injusta, absurda e irresponsável sobre um homem decente. Ainda que apenas como piada, no calor da discussão e na fúria irracional em um período de luto. Isso é tudo. Adeus.

    ResponderExcluir
  8. Parabéns pelo texto! Por mera coincidência,ou não, ontem mesmo compartilhei um texto de Shakespear com texto-titulo de abertura "PENSAMENTOS DE UM GÊNIO AUTÊNTICO, NÃO DE ROQUEIRO DROGADO E BOIOLA..."! Ex-militante, se é que posso me definir assim, no rock por muitos anos, participando de algumas bandas sem sucesso,escrevi isso com pretensão polêmica, mas convicto... Nunca fui fã de Bowie, e acredito que nunca tive algum vinil ou cd dele, sempre o achei um chato supervalorizado pelos críticos "rebeldezinhos e andróginos(ou boiolas mesmo!) metidos a intelectuais"... Minha praia era mais Beatles e afins antes de conhecer a fundo Elvis, o único astro de toda a musica popular que se poderia chamar de gênio, mas que desperdiçou seu talento quando poderia ter sido um cantor lírico a serviço da verdadeira música! Eu era fanático por rock, em especial do despretensioso rock dos anos 50, fanático pelo gênero Rockabilly, e o que se fez bebendo nessa fonte pura e , poder-se-ia dizer, espontânea,como o surf-rock dos Beach- Boys, que ainda me agrada e pela qual dispenso algum tempo por simpatia e admito, nostalgia da minha juventude já pretérita... Mas me causa desconforto, quando amigos que ainda valorizam, tentam me envolver nessa pobreza cultural, que hoje tenho plena consciência, foi um dos instrumentos mais poderosos para o aviltamento e decadência da cultura ocidental e por extensão, global, que presenciamos, e infelizmente vivemos ... Digo sem resquício de dúvida, chega de lixo cultural ritímico-afro-popular-tosco que domina o pensamento e mídia contemporâneas, que endeusa medíocres autodestrutivos e explora a ingenuidade juvenil, fruto de deficiência informativa e formativa que os senhores da Nova Ordem Mundial nos impõem nos mantem refens!...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro Eduardo, agradeço pelo comentário e pelo prestígio. Grande abraço.

      Excluir
  9. Caro Sr. Mateus Mendes,

    Talvez haja mais sob esta sua percepção de “malabarismo cultural”, não apenas um vício pueril ou mera falta de critérios, mas atitude ativa de repúdio à alta cultura e verdade; noto legítimo ódio dos “intelectuais” do Cazuza e Legião quando os verdadeiros mestres vem ao debate; não usados como argumento de autoridade ignorante, mas de forma funcional, não sua fama e sim seus argumentos, o conhecimento ainda vivo; ler, entender e usar o conhecimento maior de nossa herança cultural detona reações violentas, o próprio uso da língua em toda sua potencialidade já gera tal reação. Aleijados em sua capacidade de ler qualquer texto mais complexo que depende de todas as instâncias de frases compostas para organizar seqüências de pensamentos mais profundos os intelectuais do lixo sentem-se inferiorizados, com seus aleijões intelectuais expostos e sangrando partem para as mais irascíveis atitudes e baixas falácias. A própria lógica objetiva já detona tais reações, e o público igualmente ignorante junta-se em fúria contra o que não tem capacidade de entender. Há intenção ativa de isolar, desqualificar e relativizar a verdadeira intelectualidade.

    Tal comportamento faz com que a intelectualidade só possa ser desenvolvida em grupos muito restritos e seletos, verdadeiro gueto intelectual, o que faz com que o próprio mundo intelectual apequene-se. Há muitos que se travestem de intelectuais, usando e citando os grandes mestres como argumento de autoridade, mas sem entender funcionalmente o teor de tais obras, das músicas à filosofia, da ciência à literatura, são usadas apenas como clichê ou fonte de frases feitas normalmente fora de seus contextos, obras mortas repetidas por papagaios e não conhecimento vivo e funcional. Tais embusteiros são verdadeiros assassinos da alta cultura, que mais que retórica e cânones imóveis, deve trazer o conhecimento vivo que precisa frutificar na alma e seguir sua seqüência; e assim foi Mozart sobre o gênio de Beethoven e deste sobre Debussy, ou mesmo Shakespeare sobre Hemingway. A alta cultura precisa ser viva, não roupa a ser usada por copistas acéfalos, e se viva e fértil gera frutos, infelizmente noto que esta fertilidade está ameaçada pois os homens de cultura não mais se juntam, estão isolados, descriminados e hostilizados pela mediocridade reinante.

    Alguma idéia de estratégia para tornar a alta cultura viva, funcional e fértil? Pois não é que perdemos o que nos foi legado pela ignorância reinante, mas perdemos a capacidade de avançar, dar continuidade à linha de excelência.

    Alex

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Agradeço pelo comentário, caro Alex.
      Quanto à sua pergunta: olha, a situação é tão degradante (já foi pior, é verdade) que qualquer coisa já vale muito. Dedicar-se a um estudo planejado e focado, com os olhos na História e os pés no mundo, é um primeiro e gigantesco passo. Unir-se a pessoas que fazem o mesmo é o segundo passo, que pode ser simultâneo ao primeiro por longo tempo. Não conheço forma melhor de se fazer isso do que orientado pelo Curso Online de Filosofia do Olavo de Carvalho.
      Abraço.

      Excluir
    2. Caro Colombo Mendes.
      Gostei bastante de seus textos. Eles conseguem dar sentido de uma forma lógica à várias idéias soltas, das quais concordo plenamente. Me interessei bastante sobre o Curso Online de Filosofia do Olavo de Carvalho após seu comentário. Você poderia falar um pouco sobre sua experiência com ele? Seria este disponibilizado nesse link? http://www.seminariodefilosofia.org/o-curso-online-de-filosofia/
      Parabéns pelo blog.
      Pedro

      Excluir
  10. Cara, que texto maravilhoso e verdadeiro. Que muitas crianças e adolescentes (e por que não adultos infantilizados) possam ler, farei questão de compartilhar aos meus conhecidos. 95% do nosso tempo nos dedicamos a inutilidades.

    ResponderExcluir
  11. Sr. Cristovam, nao seja uma velhinha amarga. Nenhum grande estudioso vive so de alta cultura. Alam Bloom que comecou com esse papo de a cultura pop esta destruindo a civilizacao ocidental gastanto tanto tempo assistindo jogos de bascket, cultivando futilidades como prataria ou fococando sobre a vida alheia quanto lendo Platao. Leia Ravelstein de Saul Bellow. O Carvalho mesmo gasta boa parte do seu tempo colecionando armas, ouvindo musica caipira ou contando piadas infames. Relaxe.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro V. (deveria ser C.A., de Covarde Anônimo), aprenda a ler.

      Excluir
  12. Meu caro, você foi tolo ao escrever esse texto. Esse texto é tão pobre, raso e inexpressivo que nem vale a pena dar alguma atenção. Você sabe que tu exagerou ai. Você que se acha superior, rs por ouvir recomendações, música clássica blá, blá. Vejo que tens muito rancor e ressentimento mas o seu mau gosto se percebe pelo layout e design do seu bloguinho, mas antes de mais nada saiba que você nunca fará 1% do que David Bowie conquistou ou representa. Adeus amigo. rs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não entendi, meu texto não merece sua atenção mas recebe sua atenção. Como é isso? De qualquer forma, desde sua estupidez lógica até sua burrice dialética, passando por seu evidente analfabetismo funcional, o senhor é um completo estúpido.
      E "amigo" é teu cu.

      Excluir
  13. Só podia ser Gaúcho mesmo... hahahahahahahahah

    ResponderExcluir
  14. Poxa muito bom texto! Parabéns e continue!
    Juliana

    ResponderExcluir
  15. A ideia central do texto foi nos tirar da zona de conforto creio que obteve exito. O Brasil hoje esta submerso de baixa cultura e todos nos estamos distraídos quanto a isso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Perfeito, Valder. Aliás, esse texto é também uma auto-admoestação; como eu mesmo disse, tenho minhas mongolices de estimação a serem combatidas, por mais que eu não queira aceitar.

      Excluir
  16. Caro Mendes. Alguém já falou que alta cultura vende muuuuuuito menos que a "pop" ? Infelizmente a busca pela Verdade é árdua...e poucos estão dispostos a saírem de suas zonas de conforto mental nessa busca. Mas felizmente, para os bons combatentes, temos esse blog e muitos outros de ótimo nível.

    ResponderExcluir