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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Humaniza Redes ou CUBANIZA Redes?


Conceito de Hermano Zanotta. Arte de Antônio Gornatti.


Sou contrário à iniciativa governamental do Humaniza Redes porque ainda há judiciário e polícia neste país e porque me recuso a ouvir o que se pode ou não dizer de um governo que vem quebrando nossa economia, negligenciando a segurança e estimulando tensões sociais. 

À exceção de psicopatas, ninguém é a favor da disseminação do ódio. Qualquer pessoa em sã consciência procura evitar atitudes odiosas; na pior das hipóteses, quando incorre em postura extremada, sente-se mal após o ato de raiva. Mas quem defende o Humaniza Redes diz que seus opositores são a favor do ódio. Ora, isso sim é odioso!E malicioso. Equivale a fundar o Partido do Amor e dizer que quem não lhe der seu voto não tem amor no coração. A crítica à ação estatal de controle do que se fala na internet vai muito além desse maniqueísmo maldoso, do “nós, o bem, os humanistas” contra “eles, os que odeiam”.

Em qualquer democracia sadia, a polícia investiga e o judiciário julga, com base em códigos formulados e estabelecidos conforme a tradição e os valores locais. Não é papel de governo algum pautar o que a população pode falar e julgar o que for dito – isso é próprio de ditaduras. E se isso não é recomendável a nenhuma administração pública, que dizer de uma gestão que, antes de querer regrar algo, deve muitas explicações à população? É do governo do “Mensalão” e do “Petrolão” que ouviremos o que é certo ou errado? 

Num país em que quase 60 mil pessoas são assassinadas por ano, é uma afronta ao povo a mobilização de recursos públicos para, com tons humanitaristas, dourar a pílula da censura. Foi o que tentei dizer no “plenarinho” da Assembleia Legislativa, na última quarta-feira (20/5), no lançamento do Humaniza Redes RS. O evento foi organizado pela deputada estadual Manuela D’Ávila, do Partido Comunista do Brasil – que, há alguns meses, publicou manifesto em defesa daditadura da Coreia do Norte, país em que imperam o medo e a miséria; e onde “liberdade” é, se muito, apenas uma palavra no dicionário.

Opor-se ao controle da mídia por parte de mensaleiros e amigos de ditadores não é ódio - é autodefesa.




O artigo acima foi publicado no jornal Zero Hora, em 23 de maio de 2015, e faz referência ao lançamento do Humaniza Redes RS.

E eis precisamente o que aconteceu na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul na noite de 20 de maio de 2015, no lançamento do Humaniza Redes RS, organizado pela deputada Manuela D'Ávila.

Eu e alguns amigos decidimos ir ao evento porque o negócio desde sua organização se revelou antidemocrático, com quatro palestrantes que pensam da mesma forma, que concordam que as opiniões contrárias ao petismo e ao esquerdismo em geral devem ser "controladas", ou seja, CENSURADAS, eliminadas da internet.

As mídias tradicionais já receberam o aviso: quem falar muito sobre manifestações contra Dilma e o PT vai perder patrocínios de empresas estatais. Quem deu o recado, logo depois das passeatas de 15 de março, pelo impeachment de Dilma, foi Rui Falcão, presidente do PT, do qual o PCdoB de Manuela D'Ávila e reverente linha auxiliar.

Ao que tudo indica, os jornais e as TVs entenderam o recado (vide o espaço cada vez maior de panfletários como Moisés Mendes, na Zero Hora, e à ocultação da mídia quanto à Marcha que chegará a Brasília no dia 27/5).

Mas todo mundo sabe que na Internet, onde a liberdade individual AINDA impera, a esquerda perde cada vez mais espaço. Essa estratégia diversionista de “humanizar” as redes nada mais é que censurar a opinião contrária. NINGUÉM cai nessa conversa mole e politicamente correta. Esse é o recado que fomos lá entregar, cara-a-cara.

Na ocasião, confirmou-se nossa suspeita de que o debate seria, na verdade, um "debate", entre aspas, limitado a exposições unilaterais.
Resolvemos, então, pedir a palavra enquanto o último palestrante falava.
Eu mesmo tratei de denunciar no plenário que aquilo era totalmente contrário a um debate de ideias. Com isso, a deputada resolveu abrir espaço para o público.

Uma sua assessora passou pela platéia pegando os nomes de quem queria falar e entregou as anotações à deputada. Mas a verdade é que:
1 - apenas militantes identificados com a deputada puderam falar, excetuando uma única fala "do nosso lado";
2 - a assessora se recusou a pegar meu nome e me disse "EU NÃO VOU DEIXAR TU FALAR!".

Ante essa situação de absoluto ódio ao contraditório por parte da organização do evento, resolvemos interromper o debate quando um integrante do MST dizia, ao microfone, que não tínhamos direito de estar ali.

VERDE E AMARELO, SEM FOICE E SEM MARTELO, foi o que bradamos.
Com a balbúrdia, a deputada comunista deu o "debate" por encerrado.

Ou seja, percebendo que não desistiríamos de falar o que pensamos, de dizer que não aceitaríamos COMUNISTAS ASSOCIADOS AO PT decidindo o que pode ser dito na internet, Manuela D'Ávila achou melhor acabar com a brincadeira.

São esses os fatos.

Abaixo, trecho do evento:

video

2 comentários:

  1. Vc não cansa de ser assim, tão burrao?

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    1. Trabalho para ser cada vez menos burro.
      E você, não se cansa de ser tão cagalhão, publicando como anônimo?

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