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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Índio quer pistola automática de repetição


Faz já três dias que dois agricultores foram brutalmente assassinados por índios, no interior do Rio Grande do Sul [leia aqui]. 
 
Índios com suas armas artesanais, milenares, frutos de uma tradição passada de geração a geração. Os oprimidos da imagem são de Aracruz, interior do Espírito Santo [leia aqui].

Estou ainda esperando as reações indignadas dos movimentos de Direitos Humanos e dos atores, "artistas" e “intelectuais” favoráveis à paz, ao desarmamento etc. – pois, fosse o contrário, se dois índios tivessem sido assassinados por agricultores, a reação seria frenética, o barulho seria estrondoso; seríamos soterrados por imagens de "globais" segurando plaquinhas com o dizer #SOMOSTODOSÍNDIOS.
Imagino que haja ocorrido um lapso por parte da beautiful people brasileira para ainda não haverem reagido ao absurdo de índios improdutivos estarem matando pessoas porque querem mais terras, além das que já dispõem, para nada produzir; talvez estejam preocupados com coisas muito mais importantes do que duas vidas humanas. Afinal, não é fácil a morte de dois agricultores conseguir a atenção da mídia e de celebridades quando há bananas sendo jogadas por aí. Mas estou certo de que a Regina Casé está arregimentando personalidades engajadas (alô, Wagner Moura, alô, Carol Dieckmann, alô, Fê Paes Leme) para, mui naturalmente, chorarem ao vivo esses fatos absurdos. As fábricas de plaquinhas engajadas já estão de sobreaviso.


Eu não mereço ser assassinado, a não ser que eu seja agricultor, empresário, trabalhador honesto, estudante não-militante... Aí, então, tenho mais é que me ferrar.

***
O fato inegável nesse tipo de conflito é que os índios têm recebido porções de terra muito maiores do que lhes seria necessário, mas, acostumados com os paparicos do Governo Federal, querem cada vez mais. Quem transita pelo interior do Rio Grande do Sul (e, imagino, de outros estados) está acostumado a ver índios na beira das estradas produzindo e vendendo artesanato, enquanto as terras que receberam abundam em mato e descuido. Agricultores de todos os tamanhos, mas principalmente os pequenos e médios, têm perdido suas propriedades, com as quais se sustentavam e movimentavam a economia, para mais essa demagogia estatal.
É necessário alertar que o acirramento da animosidade entre classes distintas da sociedade (agricultores vs. índios, brancos vs. negros, homens vs. mulheres, ricos vs. pobres etc.) não decorre do descaso das autoridades, mas, muito antes pelo contrário, é algo pensado, proposital, que gera o combustível do ressentimento e da disputa entre semelhantes, matéria-prima essencial a todos os governos autoritários e antidemocráticos já conhecidos pela humanidade.

5 comentários:

  1. Antonio Adolfo Carneiro Alvarenga2 de maio de 2014 11:04

    Perfeito, merece e deve ser compartilhado!

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  2. ninguem respeita mais o trabalhador que possui titulo de propriedade e produz alimentos, policia nao cumpre mandato de reintegracao de posse , produtores estao sozinhos contra essa merda de governo petista, sugiro entao a uniao dos produtores rurais e que para cada agricultor morto, sejam mortos em retaliacao 10 indios assassinos, olho por olho, dente por dente, so assim ganharemos respeito e evitaremos mais invasoes de propriedades.

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  3. Texto perfeito. Acho que estamos todos cansados disso. Mexem com nossos bolsos, nossa auto estima, nossa dignidade e estamos de mão atadas perante a lei. Penso que se nossos votos não tirarem esse governo e não ter uma reviravolta nas leis que endeusam os direitos humanos dos falsos necessitados, teremos que pegar em armas e fazer as leis com nossas próprias mãos.

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