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sábado, 15 de março de 2014

Quando acabar, o maluco sou eu




O discurso dos supostos oprimidos, organizados em grupos de pressão e travestidos de libertários, sempre foi acompanhado de reclamos contra a construção deliberada de uma sociedade machista, patriarcalista, conservadora, competitiva etc. Argumentam que é necessário deixar as crianças livres, formando seu caráter e seu comportamento como bem entenderem, a despeito de as evidências apontarem que nada é mais natural do que tudo aquilo que esses grupos chamam de "convenções" e "construções".
Entretanto, abundam exemplos, como o descrito pelo Alexandre Borges [não deixe de ler, no rodapé deste texto], a evidenciar que esse discurso não passa de... mero discurso, como sói acontecer com mentes revolucionárias. Na prática, estão eles próprios tentando construir uma sociedade à sua mendácia e delirância.
Ora, se a sociedade é, e.g., "machista" por mera imposição, como dizem os chorões revolucionários, bastar-lhes-ia clamar por uma sociedade livre, em que pais, professores e formadores de opinião não influenciassem as mentes em formação. Contudo, perceberam (são loucos, mas não são – tão – burros) que, por exemplo, os meninos, em geral, são naturalmente mais agressivos e competitivos, enquanto as meninas tendem a passar a infância em um seu mundo encantado, para, depois, amadurecerem muito antes dos gurizotes. E perceberam que isso acontece mesmo com a anestesia educativa por que passam os pais e com o empenho de uma ampla maioria de professores e intelectuais em construir aquela sociedade supostamente livre.
Se a infância passa por algum processo de construção na sociedade “machista” e “patriarcal”, é a construção de sua defesa, da preservação de sua inocência e de sua liberdade.

Na Grécia e no Império Romano, o uso de menores para a satisfação sexual de adultos foi um costume tolerado e até prezado. Na China, castrar meninos para vendê-los a ricos pederastas foi um comércio legítimo durante milênios. No mundo islâmico, a rígida moral que ordena as relações entre homens e mulheres foi não raro compensada pela tolerância para com a pedofilia homossexual. Em alguns países isso durou até pelo menos o começo do século XX, fazendo da Argélia, por exemplo, um jardim das delícias para os viajantes depravados (leiam as memórias de André Gide, “Si le grain ne meurt”).
Por toda parte onde a prática da pedofilia recuou, foi a influência do cristianismo — e praticamente ela só — que libertou as crianças desse jugo temível. Olavo de Carvalho (grifo meu; leia o artigo completo)

Se a liberdade de ação e escolhas – já amplamente existente em uma juventude cada vez mais inobservante dos mandos parentais – fosse suficiente para construir a sociedade almejada pelos engenheiros do gayzismo e da pedofilia, sakamotos e procrustos de todo o mundo não estariam unidos no sentido de impor comportamentos e atitudes.
E, quando acabar, o maluco sou eu.




"SheZow" é um desenho animado para crianças de 6 a 11 anos transmitido na TV da Austrália nas manhãs de sábado.
O enredo é a história de Guy Hamdon, que pode soar como "random guy" ou "qualquer rapaz". Ele é um menino de 12 anos meio machão que encontra um anel mágico da tia que dá a ele superpoderes, mas também veste ele de mulher. Ao colocar o anel, ele ainda tem que gritar "You go girl!" para ativar os poderes mágicos.
Guy, de 12 anos, é confrontado com o dilema de superar seus "preconceitos machistas", usar roupas de mulher e ter superpoderes para combater o mal, ou ficar preso a seu papel tradicional de homem e não ajudar o mundo.
"SheZow" é criação de Obie Scott Wade, feito originalmente como um curta para a Disney. Ele é um premiado roteirista americano de desenhos infantis e homossexual assumido. Alguns comentaristas tratam a série como uma "superação dos tradicionais papéis de gênero" e um "avanço progressista", ou seja, entendem que há uma mensagem política.
Há diversos estudos que relacionam diretamente conteúdos da cultura pop com mudanças de comportamento social. Recentemente, a MTV espalhou a versão de que "16 and Pregnant", seu reality show sobre adolescentes grávidas, teria um impacto positivo na redução da gravidez precoce, já que os jovens podem ver como suas vidas seriam radicalmente mudadas com a gravidez.
O curioso é que os tais progressistas só reconhecem que seus enredos influenciam a sociedade quando acham que isso é positivo para a imagem pública deles, quando programas com conteúdos polêmicos são exibidos e geram controvérsias eles são os primeiros a dizer "ui, imagina, seus paranóicos, é só entretenimento". O próprio Obie Scott Wade, criador do "SheZow", diz que seu show não tem qualquer intenção de vender uma agenda homoafetiva para crianças e "discutir os papéis de gênero", como evidentemente é o que ele faz. Wade jura que é só um desenho animado de humor como qualquer outro, uma idéia que ele carregaria desde a infância.
O desenho animado é, repito, para crianças de 6 a 11 anos. Depois vocês acham que a gente é paranóico.

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