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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

"FILHO DA PUTA" NÃO!


Há uma nova celebridade nos quadros militantes da esquerda light [aquela que difere das esquerdas mais raivosas apenas pela cuspidinha que dá antes da currada].
Quem já cometeu a estupidez de ser esquerdista ou estudou o pensamento de líderes como Marx, Lenin, Mao e Che Guevara sabe que os próceres e intelectuais esquerdistas menosprezam suas celebridades, embora admitam que famosos podem e devem ser usados como ferramentas publicitárias. Afinal, o que chama mais a atenção do público em geral, um intelequitual esquisitão falando sobre as mais que óbvias maravilhas da Coréia Popular, com seu jeitinho epiléptico de ser e aquela aparência de quem crê que o banho é uma invenção da burguesia para vender sabonete para os proletários, ou o Marcos Palmeira chamando a burrada para protestar “contra tudo que está aí”? Eles não respeitam suas celebridades como pensadores do movimento, mas as utilizam sem moderação. E não respeitam simplesmente porque as estrelas canhotas fazem parte do sistema e conseguem ser ainda mais ineptas do que os próprios líderes sabem (embora não admitam nem para si mesmos) que o são. São, estas celebridades, espécimes especiais de idiotas úteis.
Há, pois, uma nova estrela do idiotismo útil, Gregorio Duvivier, ator da Praça é Nossa da Internet*** (a.k.a. Porta dos Fundos). Pelo que se vê, encaixa-se perfeitamente na descrição do Lobão para o militante esquerdista:
<< Refém da uniformidade acachapante dos clichês entrincheirados em sua mente vacante, profere as frases mais gastas e cafonas que se pode imaginar.  >>
Leiamos, então, o último texto do humorista engajado, antes de irmos adiante [link para o último texto do humorista engajado].
Prossigamos.
Como todo bom idiota útil, Gregorio Duvivier é o tipo histérico que vê ideologia até num "Bom-dia!". Com a certeza de que está pensando com a própria cabeça, tão-somente repete as fórmulas ensinadas por charlatões da lingüística, como Mikhail Bakhtin, Émile Benveniste, Pierre Bourdieu e Michel Pêcheux, e fixadas no imaginário do cidadão meão por professores e palpiteiros caras-pintadas.
<< Filho da puta, filho de rapariga, corno, chifrudo. Até quando a gente quer bater no homem, é na mulher que a gente bate. >>
É constrangedora a obviedade de que ofensas são sempre destinadas ao que mais violenta ou ao que há de mais importante ou caro ao ofendido -- para as mulheres, sua castidade, sua decência; para os homens, as mulheres de sua vida. Perdi as contas das brigas em campo de futebol que vi começarem, após muito empurra-empurra e xingamentos inócuos, porque alguém se atreveu a chamar alguém de "filho da puta" -- <<"FILHO DA PUTA" NÃO, seu desgramado!>> e POW e CRASH e BAM pra todo lado. 

Isso acontece porque amamos as mulheres, não pelo contrário.
Se há alguma intenção velada por quem profere os xingamentos arrolados por Duvivier, que ofendem a mãe ou a mulher de um homem em vez do homem em si, é ofender o que há de mais caro a um homem, oras – sua mãe e sua mulher, no caso. Se há alguma intenção velada.
É preciso muita estultícia para concluir que, e.g., o sujeito que trabalha dia e noite para sustentar uma numerosa família, para dar o melhor para mulher e filhos, xinga o adversário no futebol de “filho da puta” por machismo, para oprimir fêmeas indefesas, como quis sugerir o humorista. Sobre gente como Duvivier, que expele em palavras o que deveria sair apenas de sua porta dos fundos, Olavo de Carvalho diz:
<< Não há nada mais estúpido do que a convicção geral da nossa classe letrada de que não existe imparcialidade, de que todas as ideias são preconcebidas, de que tudo no mundo é subjetivismo e ideologia. Aqueles que proclamam essas coisas provam apenas sua total inexperiência da investigação, científica ou filosófica. Não dando valor à sua própria inteligência – porque jamais a testaram – apressam-se em prostituí-la à primeira crença que os impressione, e daí deduzem, com demencial soberba, que tudo mundo faz o mesmo. >>



*** Obrigado, Diego Baldusco.

5 comentários:

  1. Uma vez um amigo muito próximo me chamou de filho da puta e, ao ver que eu tinha ficado meio de canto, me disse que aquilo era comum entre amigos próximos, um xingamento amistoso. A amizade começou a declinar desde então, até acabar. Filho da puta não :)

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  2. caro blogueiro (já que o 'filho da puta' não pode).
    ao chamares de charlatões mentes como beneviste e bakhtin, precedidas de uma citação bíblica e concluídas com uma citação de olavo de carvalho, tu te afundaste num mar de ignorância e senso comum cínico.
    vejo que trabalhas numa editora de textos da unisinos. inclusive escreve "Textos de opinião, para publicação em jornais".
    bem. o máximo é lamentar tamanha arrogância e estupidez.

    se tua mãe era uma promíscua ou messalina, pouco me importa, mas que tu és um filho da puta, tu és!

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    1. Anônimo, não há como entender muito do que escreveu, mas intuo que seja merda. Foda-se você e sua inépcia.

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  3. Gregório Duvivier é a expressão máxima da burguesia inútil e "culpada" pela riqueza herdada e obtida através do capitalismo mais fútil que é a venda de humor de péssimo gosto. Gregório Duvivier é um escravo do dinheiro, obtido por ele meidante a liberdade democrática que é rara nos sistemas políticos e países que ele admira. Um hipócrita em todos os sentidos.

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  4. O capitalista Gregório Duvivier, visto com frequência fazendo propagandas na tv para ícones "imperialistas" e consumistas, é alguém que faz uma única personagem. O "indignado" unicamente com o sucesso alheio. O clássico socialista do dinheiro dos outros.

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