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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Petrobrás dá prêmio de melhor obra de arte a uma obra jamais vista

O Portal R7 publicou e logo apagou uma matéria que mais parece sátira.
Não sei por que apagou, mas desconfio.

Por sorte, pude capturar a tela antes da censura do sumiço da matéria.
Ei-la (com um pequeno comentário meu ao fim):



Esse tipo de absurdo só pode ser criticado por pessoas decentes, que crêem existir alguma verdade, alguma retidão na existência -- ainda que não a conheçam ou ainda que estejam engatinhando em sua busca (meu caso, creio).
Contudo, mais incrível do que o caso em si é o sujeito criticá-lo mas viver vomitando por aí que "não existe verdade", que "a realidade e a verdade são construções", que "tudo é relativo".
Quem quer que diga que não há verdade, que é tudo construção e que tudo é relativo simplesmente não pode definir o que é bom e o que é ruim (ou mau), o que é arte e o que não é etc.

Quem faz o bem e quem faz o mal: os diretores da Petrobrás que premiam a não-arte, o homem que espanca esposa e filhos, a mulher que expõe os filhos a um rodízio de namorados, o delinqüente que se vale da condição de menor de idade para roubar e matar ou a velhinha que costura cobertores para os miseráveis?
Quem é melhor artista, Gaudí, com a Sagrada Família, ou Marcel Duchamp, com seu mictório?
Para o relativista, em ambos os casos, é quem gritar mais alto: "EU, EU sou o bom! Acredite na minha verdade, que acabo de construir aqui."

Qual é a melhor obra? O relativista pára para pensar...

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