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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Lula, o Tiririca que veste Armani, em: "Palhaçada em dois tempos - FMI e CPMF"

Para indivíduos de consciência elástica, caráter diminuto e memória curta, seguem breves considerações sobre a dívida externa e a CPMF.

Em meados de 2009, a GIASSE (Grande Imprensa Aduladora que Sofre de Síndrome de Estocolmo, pois vive bajulando quem vive querendo lhe calar; talvez para não ser chamada de golpista pelos golpistas que a acusam de golpista, talvez por amor republicano à plutocracia petista) prestou mais um favor, entre tantos, ao governo do PT, ao nem explicar nem desmentir a história de que o Brasil teria pago sua dívida junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Grosso modo, eis a verdade [que é de simples compreensão a qualquer infante, mas permanece um mistério insondável para quem informa-se pela GIASSE]:

  • em função de uma política econômica minimamente austera, iniciada na gestão de Itamar Franco (com o controle da inflação e o Plano Real, entre outras ações) e mantida até hoje, o Brasil atingiu a estabilidade;
  • tal estabilização teve seu ápice no governo Lula, simplesmente porque este manteve a política econômica de Itamar e FHC (mas, obviamente, jamais teve a honestidade e a humildade de admitir tê-lo feito);
  • além disso, para acelerar o “pagamento” da dívida externa, o governo de Vossa Indecência “trocou”, questionavelmente, a dívida externa (que está em torno de 200 bilhões de dólares) pelo aumento galopante da dívida interna (de absurdos 2 trilhões de dólares) [fonte: Banco Central];
  • de modo que o Brasil poderia pagar a dívida externa, pois tem, em ativos no exterior, valor superior ao da dívida;
  • todavia, este valor segue nos ativos do governo – e a dívida externa do Brasil segue tão viva quanto a esperteza lulática;
  • em suma, teríamos dinheiro para pagar a dívida, mas não a pagamos; Lula contou meia-verdade que é, na realidade, uma mentira; e todo mundo achou graça.

O governo fez toda essa manobra, em fevereiro de 2009, para poder vir a público e dizer “Somos confiáveis” aos investidores estrangeiros, em meio à crise internacional. E, claro, já que a mentirinha colou, utilizou-a na campanha eleitoral deste ano. A GIASSE aceitou e divulgou; o povo engoliu.

O presidente Lula, o Tiririca que traja Armani, arrotou debochadamente (como lhe é muito próprio) que antes de ele e o PT descobrirem o Brasil éramos endividados e que agora estávamos tão bem que poderíamos emprestar dinheiro ao FMI, aos ricos e aos pobres do mundo.

E isso sim não foi mais uma mentirinha de Vossa Indecência: o Brasil, de fato, perdoou 95% da dívida de Moçambique e não pára de celebrar acordos com Cuba, Venezuela e Bolívia (dos mui democratas Fidel, Chávez e Evo Morales, parceiros de primeira hora de Lula e Dilma), onde investe muito mais do que sonha gastar com a educação e a saúde do país.
Lula, em 02 de abril de 2009, assim resumiu a farsa do pagamento da dívida externa, em lulês erudito, cuja marca principal é a pilhéria e a desfaçatez:

Vocês não acham chique emprestar dinheiro para o FMI? O Brasil hoje tem solidez.  
[Fonte: O Globo.]

Presume-se, então, que nunca-antes-na-história-deste-país o Brasil dispôs de tamanha tranqüilidade e, por conseguinte, de fontes financeiras para prover sua população de necessidades básicas.

Entretanto, na última quarta-feira, 3 de novembro, Lula, em entrevista ao lado de Dilma, defendeu a volta da CPMF, como incremento aos investimentos em saúde.

Especialista que é em ignorância e, como sempre, proclamando sua abjeta autopiedade (“Vejam como eu sofro, como sou atacado injustamente!”), sentenciou:

Tiraram [a CPMF] achando que iam me prejudicar, numa atitude de ignorância sem precedentes, por que o Lula tem plano médico.  
[Fonte: G1.]

Como sempre, Lula mediu os demais com a régua de sua torta moral [suponho que ele tenha alguma]. Porque o PT passou duas décadas sendo contrário a qualquer ação que não partisse de seus quadros (p. ex., não assinando a Constituição de 1988 e posicionando-se contra o Plano Real), o presidente acha que todos os políticos de "oposição" agem "na base da perseguição", ignorando que o fim da CPMF, uma contribuição provisória, foi um clamor, sobretudo, da população, cansada de bancar um Estado inchado e inoperante com tantos tributos.

Disso tudo, fica uma pergunta ao presidente Lula, à presidente eleita Dilma, à grande imprensa aduladora, aos governadores e congressistas da situação e da pseudo-oposição e a todos os inteligentíssimos e ponderados militantes PTistas, que arrotaram durante toda a campanha eleitoral que, entre inúmeros feitos grandiosos (que fariam Dom Quixote enrubescer), agora, além de não mais dever para o FMI, o Brasil ainda tinha dinheiro sobrando para emprestar:

Por que o Brasil, país tão generoso e estável, que não deve nada para ninguém e ainda tem dinheiro para emprestar, precisa da volta da CPMF para bancar investimentos em saúde?


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